Lula lamenta morte do ‘Carniceiro de Teerã’

Presidente usou as redes sociais para lamentar a morte do presidente do Irã Ebrahim Raisi

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o Partido da Causa Operária (PCO) manifestaram oficialmente seu pesar pela morte do presidente do Irã, Ebrahim Raisi, que ocorreu em um acidente de helicóptero no dia 19 de maio de 2024. Raisi, conhecido mundialmente como o “Carniceiro de Teerã”, ganhou notoriedade por suas ações brutais que resultaram na morte de cerca de 30 mil iranianos, vítimas de repressão política e religiosa. Além disso, ele foi amplamente denunciado por seu apoio ao terrorismo internacional, incluindo o financiamento ao Hamas, responsável pelo nefasto ataque contra Israel em outubro do ano passado, que resultou na morte e sequestro de mais de 2000 israelenses, incluindo relatos de estupros em massa e decapitações de bebês.

As declarações de Lula e do PCO geraram ampla repercussão e controvérsia. Em nota oficial, Lula lamentou profundamente a perda de Raisi, destacando a importância de manter diálogos diplomáticos mesmo com líderes controversos. Segundo o presidente, “é essencial para a diplomacia brasileira buscar a paz e a estabilidade global através do diálogo e da compreensão mútua, independentemente das divergências políticas e ideológicas.”

Por outro lado, o Partido da Causa Operária também emitiu uma nota de pesar, exaltando Raisi como um “líder resistente contra o imperialismo ocidental”. O PCO reiterou sua posição de apoio incondicional a movimentos que, segundo eles, “lutam contra a opressão capitalista e imperialista”.

Essas manifestações de pesar provocaram uma onda de críticas tanto no cenário político nacional quanto internacional. Analistas e críticos apontaram para a incongruência de lamentar a morte de um líder responsável por tantas atrocidades e violações de direitos humanos. “É um absurdo que o presidente Lula e o PCO expressem pesar por alguém que não só oprimiu seu próprio povo de maneira tão cruel, mas que também financiou e apoiou atos terroristas brutais”, afirmou o cientista político José Carlos Moreira.

A reação das redes sociais também foi imediata e fervorosa. Usuários expressaram indignação, com muitos questionando a moralidade e a coerência dos posicionamentos de Lula e do PCO. “Lamentar a morte de um genocida e financiador de terroristas é um tapa na cara das vítimas e de todos que lutam por justiça e direitos humanos”, escreveu um usuário no Twitter.

Internacionalmente, a perplexidade foi semelhante. Diversos veículos de comunicação estrangeiros destacaram a contradição nos discursos de Lula e do PCO, que frequentemente se posicionam como defensores dos direitos humanos. “Este é um triste exemplo de como a política externa de alguns países pode ser contraditória e moralmente ambígua”, comentou o jornal britânico The Guardian.

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