Magistrados avaliam que gravação com Vorcaro causará mais estrago político inicialmente, mas não descartam possíveis implicações criminais.
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) reagiram, nos bastidores, à revelação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme biográfico “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A avaliação de três ministros ouvidos sob reserva é que o episódio terá, inicialmente, maior impacto político.
Reação inicial dos ministros Para um ministro com bom trânsito no meio político, o material divulgado até agora não indicaria crime apenas no pedido de financiamento ao filme. “Se for, como dizem, um pedido de patrocínio para o filme com promessa de participação do patrocinador na bilheteria, não vejo problema. Mas acho que causa algum estrago político”, disse o magistrado.
Possíveis implicações criminais Outra ala do STF pondera que há espaço para possível investigação criminal. Esses ministros defendem que é preciso esclarecer se o dinheiro foi realmente destinado ao filme ou se foi desviado, e se Flávio atuou para favorecer Vorcaro em troca do patrocínio.
Explicação de Flávio Bolsonaro Em nota, Flávio Bolsonaro confirmou ter pedido o dinheiro, mas negou ter recebido vantagens indevidas. Segundo ele, a conversa mostra “um filho procurando patrocínio privado para um filme privado” sobre a história do pai. Ele afirmou que conheceu Vorcaro em dezembro de 2024, antes das acusações sobre o caso do Banco Master.
Contexto da gravação O áudio foi obtido pelo Intercept Brasil e mostra Flávio cobrando repasses a Vorcaro. Pelo menos R$ 61 milhões teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025. O caso ganha relevância em meio à Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master e o BRB.
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