Com Neymar de volta e Raphinha fora, técnico italiano testa variações no ataque brasileiro para o último jogo da fase de grupos da Copa do Mundo
A Seleção Brasileira encerra sua participação na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 nesta quarta-feira (24), às 19h, contra a Escócia, no Hard Rock Stadium, em Miami. O confronto vale pela terceira e última rodada do Grupo C e tem como principal objetivo garantir a liderança da chave, o que daria ao Brasil uma posição mais confortável no sorteio das oitavas de final.
Carlo Ancelotti deve promover algumas mudanças em relação aos jogos anteriores. A principal delas é o retorno de Neymar, que se recupera de lesão na coxa e deve ser titular. O camisa 10 não atuou nas duas primeiras partidas da competição e sua presença é vista como um fator importante para dar mais qualidade criativa ao time. Por outro lado, Raphinha está fora. O atacante sentiu um desconforto na coxa contra o Haiti e não terá condições de jogar.
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Com a ausência de Raphinha, a tendência é que Luiz Henrique seja escalado na ponta-direita. Ele já foi utilizado por Ancelotti nos amistosos preparatórios e tem características que agradam ao técnico italiano, especialmente pela capacidade de jogar por dentro e por fora. No ataque, Matheus Cunha deve manter a posição de centroavante, enquanto Vinicius Júnior continua fixo na ponta-esquerda. No meio-campo, a base deve ser mantida com Casemiro e Bruno Guimarães na volância, abrindo espaço para Lucas Paquetá como meia armador.
A defesa também deve ter ajustes. Danilo tende a ser titular na lateral-direita, enquanto Douglas Santos deve ocupar a lateral-esquerda. O zagueiro Gabriel Magalhães deve seguir ao lado de Marquinhos na zaga. No gol, Alisson é o nome mais provável, embora Ancelotti tenha testado outras opções durante os treinamentos.
Do lado da Escócia, o time chega ao jogo precisando de uma combinação de resultados para avançar. A equipe europeia venceu o Haiti na estreia, mas perdeu para o Marrocos na segunda rodada. Contra o Brasil, deve atuar de forma mais reativa, buscando explorar os espaços deixados pelo ataque brasileiro. O técnico da Escócia deve escalar uma equipe com perfil físico e de marcação alta, tentando dificultar a saída de bola da seleção brasileira.
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O Brasil chega ao confronto com a possibilidade de terminar a fase de grupos na primeira colocação, dependendo do resultado contra a Escócia e do confronto entre Marrocos e Haiti. Liderar o grupo é importante não apenas pelo aspecto psicológico, mas também porque garante, em tese, um adversário teoricamente mais acessível nas oitavas de final. Ancelotti tem utilizado os jogos da fase de grupos para fazer rodízio e testar diferentes peças, especialmente no setor ofensivo, onde a equipe ainda busca uma identidade mais definida.
Neymar, mesmo após um período de recuperação, deve ter minutos importantes contra a Escócia. Sua presença pode ajudar a Seleção a ter mais mobilidade no último terço do campo e a criar situações de finalização com maior qualidade. Por outro lado, a ausência de Raphinha obriga Ancelotti a encontrar soluções diferentes para o lado direito do ataque. Luiz Henrique surge como a opção mais natural, mas o técnico também pode surpreender com outras variações, como a utilização de Matheus Cunha mais aberto ou até mesmo uma mudança de esquema.
A Escócia, por sua vez, deve apostar em um jogo compacto e em transições rápidas. Jogadores como Scott McTominay e John McGinn costumam ter papel importante na marcação e na ligação do jogo. O Brasil precisa ter atenção redobrada com as bolas paradas e com os contra-ataques, pontos fortes da equipe europeia.
Independentemente da escalação, o jogo contra a Escócia representa uma oportunidade para Ancelotti ajustar detalhes antes das fases eliminatórias. O técnico italiano tem repetido que a fase de grupos serve para observar o time em diferentes situações e para dar ritmo a jogadores que ficaram de fora nos primeiros compromissos. Com Neymar de volta e a possibilidade de definir a liderança do grupo, o Brasil tem motivação extra para buscar uma vitória convincente em Miami.
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