Bolsonaro e mais 16 são indiciados por suposta falsificação de cartões de vacina

Ex-presidente e outros envolvidos são acusados de crimes como associação criminosa e inserção de dados falsos

A Polícia Federal (PF) indiciou 17 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no inquérito que investiga a suposta falsificação de certificados de vacinação contra a Covid-19. O caso será encaminhado ao Ministério Público para decidir sobre a apresentação de denúncia à Justiça.

O ex-presidente foi acusado pela PF pelos supostos crimes de associação criminosa e inserção de dados falsos. Além de Bolsonaro, foram indiciados o tenente-coronel Mauro Cid, o deputado federal Gutemberg Reis (MDB-RJ) e outras 14 pessoas. Mauro Cid também enfrenta alegações de uso indevido de documento falso.

Desde o ano anterior, Bolsonaro é alvo de uma investigação sobre a adulteração de cartões de vacina. No início de maio, agentes da PF estiveram em sua residência e apreenderam seu celular. Na ocasião, Bolsonaro negou ter sido vacinado contra a Covid-19 e afirmou não haver adulteração nos dados de seu cartão nem do cartão de sua filha, Laura.

BRASIL

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A PF prendeu seis pessoas em maio, incluindo Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, sob a acusação de emitir certificados de vacinação falsos em nome de Bolsonaro, sua família e outros. A defesa de Bolsonaro manifestou surpresa em relação ao procedimento e tentou obter atualizações sobre o processo sem sucesso.

Segue a lista completa dos indiciados:

  • Jair Messias Bolsonaro, ex-presidente da República;
  • Mauro Barbosa Cid, tenente-coronel do Exército e ex-ajudante de ordens da Presidência da República;
  • Gabriela Santiago Cid, esposa de Mauro Cid;
  • Gutemberg Reis de Oliveira, deputado federal (MDB-RJ);
  • Luis Marcos dos Reis, sargento do Exército;
  • Farley Vinicius Alcântara, médico;
  • Eduardo Crespo Alves, militar;
  • Paulo Sérgio da Costa Ferreira;
  • Ailton Gonçalves Barros, ex-major do Exército;
  • Marcelo Fernandes Holanda;
  • Camila Paulino Alves Soares, enfermeira;
  • João Carlos de Sousa Brecha, então secretário de Governo;
  • Marcelo Costa Câmara, assessor especial de Bolsonaro;
  • Max Guilherme Machado de Moura, assessor e segurança de Bolsonaro;
  • Sergio Rocha Cordeiro, assessor e segurança de Bolsonaro;
  • Cláudia Helena Acosta Rodrigues da Silva, servidora pública;
  • Célia Serrano da Silva.

VARIEDADES

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