
Ex-ministro depõe como testemunha, enquanto defesa alega tratamento de investigado
Por Rogério Cirino
O ex-ministro do governo de Jair Bolsonaro, General Augusto Heleno, está programado para prestar depoimento como testemunha na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro nesta terça-feira (26). Contudo, sua participação traz à tona questionamentos sobre seu status dentro da comissão, pois, embora convocado como testemunha, sua defesa argumenta que ele está sendo tratado como investigado devido às acusações que pesam sobre ele no colegiado.
O General Heleno possui o direito de permanecer em silêncio, uma prerrogativa autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Entretanto, o Ministro Cristiano Zanin, em sua decisão, enfatizou que Heleno não pode se eximir do depoimento, deixando claro que sua presença é obrigatória.
A defesa do ex-ministro alega que existe uma verdadeira ambiguidade em relação ao papel que Augusto Heleno desempenha na CPMI, uma vez que ele também é alvo de acusações no âmbito da comissão. Os advogados argumentam que os requerimentos apresentados atribuem a ele uma suposta participação nos eventos investigados, mesmo sem qualquer indício mínimo de envolvimento em atividades ilícitas, sejam de natureza penal, civil ou administrativa, relacionadas aos fatos sob investigação ou a qualquer outra infração ao ordenamento jurídico.
Veja também: Atual hexacampeão continental, o time feminino de futebol do Corinthians encara o Gotham FC (Estados Unidos) nesta quarta-feira (28), às 9h30 (horário de Brasília), pelas semifinais da edição inaugural da… O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) anunciou nesta terça-feira (27) a primeira lista de convocação de atletas que competirão na Paralimpíada de Inverno Milão-Cortina (Itália), com início em 6 de março…. A 8ª Delegacia de Polícia elucidou o crime de feminicídio ocorrido no domingo, dia 25/01, quando uma mulher de 39 anos foi morta com diversas pancadas na cabeça, na cidade… Os organizadores do Aberto da Austrália invocaram sua política de calor extremo quando as temperaturas subiram no Melbourne Park nesta terça-feira (27), provocando a suspensão do jogo nas quadras externas… A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) lançou nesta terça-feira (27) o primeiro modelo de profissionalização da arbitragem nacional da história da entidade. O projeto prevê a contratação, por temporada, de… A Lei nº 7.823/2025, publicada em dezembro no Diário Oficial do DF, reconheceu a Língua Brasileira de Sinais (Libras), e demais recursos de expressão a ela associados, como meio legal… Nova lei promove transparência nos custos do transporte público do Distrito Federal Legislação exige a divulgação de dados abertos sobre o sistema de transporte público coletivo Quanto recebem as empresas… A conta de luz mais barata foi um dos fatores que ajudaram a prévia da inflação oficial de janeiro perder força e fechar em 0,20%. Em dezembro, o índice havia… Nova regra facilita identificação de vagas destinadas a pessoas com deficiência e com TEA Publicado em 27/01/2026 13h00 Foto: Ângelo Pignaton/Agência CLDF Vagas de estacionamento reservadas a idosos, gestantes, pessoas… Sorteio de 196 moradias do Programa Pra Ter Onde Morar/Casas a Custo Zero vai beneficiar famílias em Caiapônia, Edealina, Iaciara e Ouvidor (Fotos: Edgard Soares e Octacílio Queiroz) A Agência…
Além do General Heleno, a CPMI também deve deliberar sobre um requerimento que visa estabelecer um acordo de delação premiada com o blogueiro bolsonarista Wellington Macedo de Souza. Wellington, condenado por seu envolvimento na conspiração envolvendo um explosivo no Aeroporto de Brasília em dezembro do ano passado, compareceu ao colegiado na semana anterior e manifestou disposição para colaborar com a comissão, desde que sua defesa tenha acesso às investigações que o envolvem. Posteriormente, no entanto, ele se recusou a responder às perguntas dos parlamentares.
A eventual aprovação desse requerimento pela CPMI concederia à comissão um papel semelhante ao de um delegado da Polícia Federal, permitindo que ela colete evidências e as encaminhe ao Ministério Público para posterior validação. Dado o ineditismo dessa iniciativa, uma vez que nenhuma CPI anteriormente fechou acordos de delação premiada com os investigados, é crucial que o requerimento a ser votado contenha informações detalhadas sobre o funcionamento desse processo.
De acordo com informações obtidas pela CNN, a possibilidade de uma delação com Wellington Macedo é vista como uma maneira de manter viva a discussão em torno dos eventos do 8 de janeiro. Conforme as investigações indicam, ele desempenhou um papel na supervisão de uma estrutura de computadores no acampamento do Quartel General de Brasília antes dos eventos que culminaram na invasão das sedes dos Três Poderes na capital do país.
Veja também:





