Países descutem criação de uma moeda negocial, excluindo Dolar e o Euro
Por Rogério Cirino
A 15ª cúpula dos Brics encerrou-se em Joanesburgo, na África do Sul, e deixou claro o aprofundamento das relações entre Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, ampliando o bloco para incorporar a Argentina, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes, o Egito, a Etiópia e o Irã. No entanto, esse movimento não passou despercebido no contexto global, com uma clara desavença de interesses entre as nações emergentes e as tradicionais potências dos Estados Unidos e da Europa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebrou a cooperação entre os membros do Brics, ressaltando a importância de reformar o Conselho de Segurança das Nações Unidas para adequá-lo à realidade geopolítica atual. Ao se referir ao cenário internacional de 1945, quando a ONU foi criada, Lula destacou: “Entendemos que a geopolítica de hoje não tem nada a ver com a de 1945. É importante que a ONU tenha representatividade, sobretudo nesse momento que a gente discute a questão climática.”
Veja também: Delegações de organizações internacionais convidadas como observadoras independentes do processo eleitoral brasileiro já começaram a chegar ao Brasil. O objetivo é que essas instituições avaliem a integridade, a eficácia operacional… Autoridades bolivianas prenderam, na noite dessa quarta-feira (30), o procurador-geral da República do país, Roger Mariaca. Ele atuava em investigação contra o operador digital argentino Fernando Cerimedo, que é acusado de… Brasileiros e estrangeiros que querem atuar como voluntário durante a Copa do Mundo Feminina da Fifa que acontecerá no Brasil, em 2027, têm apenas mais uma semana para se inscrever…. O governo federal e o Santos Futebol Clube firmaram, nesta quinta-feira (1º), um acordo para a regularização do Centro de Treinamento Rei Pelé, em Santos, São Paulo. O termo estabelece… A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou quatro novas ocorrências de sarampo nesta quinta-feira (1º), totalizando assim 40 casos ao longo de 2026. O Centro de… Pelo menos 12 estados terão restrição de venda de bebida alcoólica no primeiro turno das eleições gerais, que ocorrem neste domingo (4). Alguns também já estenderam a proibição a um… Os motivos e o histórico do copiloto que esfaqueou o comandante de um avião de passageiros a caminho de Israel, nessa quarta-feira (30), ainda não são conhecidas. Autoridades israelenses descreveram… Quase 600 celulares foram apreendidos pela operação Mute em 107 unidades prisionais do país. As ações aconteceram entre os dias 21 e 25 de setembro e verificaram 3.604 celas. Cerca… A revista inglesa The Guardian publicou reportagem, nessa quarta-feira (30), com a informação de que o governo dos Estados Unidos (EUA) destinou US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,1 milhões)… Um drone russo atingiu uma escola na capital da Ucrânia, informaram as autoridades nesta quinta-feira (1º), o mais recente episódio de uma série de ataques aéreos cada vez mais intensos…
No entanto, a perspectiva do alinhamento entre Brasil, Rússia, China e outras nações gerou tensões quanto à abordagem política e ideológica adotada por esses países. O aumento de membros majoritariamente caracterizados por regimes autoritários trouxe inquietações sobre a priorização de pautas relacionadas a direitos humanos e questões climáticas nas decisões do grupo.
O analista político Julián Durazo-Herrmann enfatiza que, enquanto a expansão do Brics representa um incômodo à pretendida hegemonia dos EUA, ainda há incertezas quanto ao impacto real desse bloco nas relações internacionais. A entrada de novos países pode tanto fortalecer quanto enfraquecer a capacidade decisória do grupo, alerta o pesquisador.
No cenário econômico, destaca-se a busca por uma moeda comum entre os membros para negociações, como alternativa ao dólar. Contudo, o descompasso de interesses e a complexidade das relações entre os países ainda suscitam dúvidas sobre a eficácia dessas iniciativas em um contexto de concorrência internacional.
A atenção internacional ao resultado da cúpula se destaca, com especialistas observando que a ampliação do Brics e sua abordagem conjunta buscam remodelar o sistema financeiro e de governança global, com menor dependência das políticas norte-americanas. O The New York Times reporta que, apesar das aspirações, ainda é um longo caminho para que o Brics se torne uma organização efetiva.
Veja também:






