Aeronave de luxo com registro bloqueado fez parte de operação sigilosa durante visita de Nicolás Maduro ao Brasil
Por Rogério Cirino*
No episódio quase surpreendente ocorrido em maio, onde o presidente venezuelano Nicolás Maduro visitou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil, o ditador optou por uma operação aérea delicada que manteve informações confidenciais nos sistemas públicos de rastreamento. Durante a chegada, uma das aeronaves “escoltou” o Airbus A-319 da empresa estatal Conviasa, transportando Nicolás Maduro, durante praticamente todo o trajeto pelo espaço aéreo brasileiro. No entanto, essa aeronave apresentava identificação bloqueada nas ferramentas de busca.
O acompanhamento da aeronave ocorreu desde a decolagem em Caracas, capital da Venezuela, até o pouso em Brasília. Seu modelo permaneceu desconhecido, indicando que a tripulação ativou um comando especial para evitar que os dados fossem rastreados.
Apesar da Força Aérea Brasileira não ter fornecido informações a respeito da aeronave, parte do mistério foi desvendada.
O terceiro avião, que estava “bloqueado”, revelou-se ser um jatinho registrado sob a bandeira de San Marino, um pequeno estado europeu encravado no território da Itália, frequentemente considerado um paraíso fiscal.
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Nos registros públicos, o sofisticado Dassault Falcon 900EX, prefixo T7ESPRT, é listado como uma aeronave de propriedade privada. No entanto, tem sido utilizado com frequência em voos de autoridades do governo venezuelano. Poucas vezes a aeronave é identificada nos sistemas de rastreamento. Suas viagens mais recentes registradas ocorreram no espaço aéreo da Venezuela e entre ilhas do Caribe, como as Bermudas. Durante o final de junho e início de julho, permaneceu uma semana na República Dominicana. Até o ano anterior, o avião possuía registro nos Estados Unidos e era propriedade de uma empresa sediada na Flórida.
Em abril, partiu da cidade de Boca Raton, próxima a Miami, com destino à capital das ilhas de São Vicente e Granadinas, em uma aparente última viagem pelos céus dos Estados Unidos. Posteriormente, aparentemente, se estabeleceu na Venezuela, formalmente registrada em San Marino.
Um voo notável na história recente da aeronave ocorreu em 16 de junho, duas semanas após a visita a Brasília. O Falcon 900EX pousou em Teerã, a capital do Irã, país aliado histórico da ditadura chavista comandada por Nicolás Maduro. A imagem da aeronave estacionada no aeroporto internacional de Mehrabad, na capital iraniana, foi registrada em um perfil especializado em fotos de aeronaves. Poucos dias antes, o presidente iraniano Ebrahim Raisi havia feito uma visita oficial à Venezuela.
Nesta semana, Maduro está realizando sua segunda visita ao Brasil em menos de três meses. Durante o encontro de presidentes de países amazônicos em Belém, ele e Lula se reunirão para discutir assuntos regionais.
*Com informações do Metrópoles
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