Marca de roupas responde a acusações de uso indevido de imagem do cantor e alega divergências em torno de associações à Tropicália.
A marca de roupas Osklen foi alvo de um processo movido por Caetano Veloso por suposto uso indevido de sua imagem. Em resposta, alegou que o cantor não detém a propriedade do movimento tropicalista brasileiro, justificando que, por essa razão, não teria o direito de proibir a venda de produtos alusivos à Tropicália.
Segundo a defesa da Osklen, no decorrer do processo, o cantor teria manifestado interesse em receber um valor de R$ 500.000 “in cash”, mesmo após a negação de um acordo anterior proposto pela marca, o qual incluía uma doação em nome de Caetano Veloso para uma instituição social.
Após a recusa do acordo, os representantes legais de Caetano teriam dobrado o montante inicialmente solicitado como indenização, elevando-o para R$ 1,3 milhão.
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O desentendimento entre Oskar Metsavaht, proprietário da marca de roupas, e Paula Lavigne, esposa e empresária de Caetano Veloso, decorreu de uma publicação no Instagram de Oskar e na conta oficial da Osklen. Ambas as publicações compartilharam vídeos e imagens do show em que o cantor interpretou o álbum “Transa”. Posteriormente, foram divulgadas imagens da coleção “Brazilian Soul”, alegadamente inspirada no movimento tropicalista dos anos 60, do qual Caetano foi um dos integrantes.
Os advogados de Caetano alegaram que a intenção das publicações era vincular o lançamento da coleção à imagem do artista, solicitando a exclusão dessas associações e a remoção dos produtos que utilizassem sua obra. Além disso, demandaram indenizações por danos materiais no valor de R$ 1 milhão e danos morais de R$ 300 mil, com base no que o mercado pagaria por uma campanha de tal natureza.
A Osklen defendeu-se alegando que as publicações não resultaram em vendas diretas dos produtos, enfatizando que estas foram apenas manifestações artísticas de admiração pela cultura brasileira, sem fins publicitários. Também salientou que a coleção “Brazilian Soul” já existia há mais de um ano antes do show de Caetano, e que já homenageou outros movimentos culturais, como o Samba e a Bossa Nova.
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