Socorro de R$ 6,5 bilhões ao BRB poderá custar quase R$ 19 bilhões ao GDF

Simulações mostram que o empréstimo negociado com o FGC, com dois anos de carência e juros de cerca de 15% ao ano, elevará o custo total da operação para R$ 18,7 bilhões.

O empréstimo de R$ 6,5 bilhões que o Governo do Distrito Federal negocia com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para salvar o Banco de Brasília (BRB) poderá resultar em um desembolso total de R$ 18,7 bilhões aos cofres públicos ao longo da operação. A projeção, baseada nas condições de juros e prazos ainda em discussão, foi obtida com exclusividade pelo portal Vero Notícias.

A operação prevê dois anos de carência, período em que os juros continuarão sendo acumulados. Com taxa anual estimada em torno de 15%, a dívida inicial de R$ 6,5 bilhões deve subir para aproximadamente R$ 8,6 bilhões antes mesmo de começar o pagamento das parcelas principais.

Após o período de carência, o saldo restante seria quitado em 13 anos, com gastos anuais estimados em R$ 1,44 bilhão. No final dos 15 anos, o custo total da operação superaria em cerca de R$ 12 bilhões o valor originalmente captado para reforçar o caixa do BRB.

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A governadora Celina Leão (PP) defende a operação como necessária para evitar um colapso maior no banco público. No entanto, o alto custo projetado acende o alerta sobre o impacto de longo prazo nas contas do Distrito Federal, especialmente em um momento de forte ajuste fiscal.

Especialistas consultados pelas negociações apontam que a combinação de carência longa e juros elevados transforma o socorro em uma das operações mais caras já realizadas pelo GDF. O valor final representa quase três vezes o montante inicial contratado.

A simulação reforça o debate sobre o verdadeiro custo político e financeiro da crise do BRB, que continua gerando repercussão nos bastidores do Palácio do Buriti e da Câmara Legislativa.

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