USGS emite alerta vermelho e calcula 37% de chance de 10 mil a 100 mil vítimas; números oficiais confirmados ainda estão muito abaixo das projeções
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) divulgou uma estimativa alarmante após os dois fortes terremotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24): o número de mortes pode ficar entre 10 mil e 100 mil. A projeção foi gerada automaticamente pelo sistema PAGER, ferramenta usada pela agência para avaliar o impacto humano de grandes abalos sísmicos logo após a ocorrência.
Os dois tremores — de magnitude 7,2 e 7,5 — ocorreram com intervalo de apenas 39 segundos e epicentros separados por cerca de cinco quilômetros. O sistema PAGER classificou o evento no nível mais grave possível: alerta vermelho. Segundo os cálculos automáticos divulgados pelo USGS:
- 39% de probabilidade de ocorrerem entre 1.000 e 10.000 mortes;
- 37% de probabilidade de ocorrerem entre 10.000 e 100.000 mortes;
- 11% de probabilidade de o número final ultrapassar 100.000 mortes.
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Essas projeções chamaram atenção da imprensa internacional. Veículos como Reuters, New York Post e Huffington Post Espanha destacaram a faixa de 10 mil a 100 mil mortes. Outros, como a publicação científica Eos, chamaram atenção para os 87% de chance de mais de mil óbitos e os 11% de chance de ultrapassar 100 mil vítimas.
É importante esclarecer, no entanto, que essas estimativas são produzidas automaticamente nas primeiras horas após o evento e servem principalmente para orientar respostas humanitárias internacionais. Elas não representam contagens reais de vítimas. O número oficial confirmado pelas autoridades venezuelanas ainda está muito abaixo dessas projeções — por enquanto, o governo local trabalha com 32 mortes e mais de 700 feridos, embora o número venha subindo à medida que as equipes de resgate avançam nas áreas destruídas.
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A diferença entre as projeções do USGS e os números oficiais divulgados até o momento reforça a dificuldade de dimensionar a real extensão da tragédia nas primeiras horas. Enquanto o governo venezuelano trabalha com os dados que consegue confirmar no terreno, as estimativas automáticas do PAGER apontam para um cenário potencialmente muito mais grave, especialmente na região de La Guaira e áreas próximas ao epicentro.
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